quarta-feira, 24 de março de 2010
Hiperatividade
A Criança Hiperativa
Neste artigo:
- Introdução
- Como ocorre o distúrbio de déficit de atenção / hiperatividade?
- Quais são os sintomas?
- Como é diagnosticado?
- Tratamento
- Apoio aos pais e professores
"O distúrbio do déficit de atenção / hiperatividade é o distúrbio de saúde mental mais comum nas crianças. Seus principais sintomas são a dificuldade em prender a atenção, a hiperatividade e a impulsividade. Seu tratamento pode envolver diversas modalidades, mas é sempre importante que os pais e professores também recebam apóio para lidar com suas crianças".
Introdução
O distúrbio de déficit de atenção / hiperatividade (DDAH) ou TDAH Transtorno de déficit de atenção / hiperatividade como é mais conhecido, é o problema de saúde mental mais comum em crianças. As crianças que apresentam DDAH freqüentemente têm problemas com prestar atenção, hiperatividade e comportamento impulsivo.
O TDAH é sete vezes mais comum em meninos do que em meninas. As meninas são mais propensas a ter problemas com atenção e menos propensas a ter hiperatividade.
Como ocorre o distúrbio de déficit de atenção/hiperatividade?
Em cerca de 70% dos casos, o TDAH é hereditário, principalmente entre os meninos. As pesquisas continuam a se esforçar para encontrar porque esse distúrbio ocorre em algumas crianças, sem história familiar. Alguns fatores que podem contribuem com o risco de TDAH incluem:
• Abuso de substâncias durante a gravidez
• Tabagismo durante a gravidez
• Algumas doenças durante a gravidez
• Um trabalho de parto longo e difícil
• Falta de oxigênio para o bebê durante o nascimento.
• O cordão umbilical ao redor do pescoço do bebê durante o nascimento.
As pessoas com TDAH têm pequenas diferenças na estrutura do cérebro. Essas diferenças se situam na parte frontal do cérebro (área envolvida com o controle-próprio) e em alguns pacientes no centro do cérebro.
Quais são os sintomas?
A hiperatividade, usualmente aparece aos 2 ou 3 anos de idade ou até a primeira série. Os principais sintomas são:
• Problemas de concentração e falta de atenção. As crianças e adolescentes com TDAH mudam de atividade muito rapidamente, freqüentemente não terminam o que começaram. Eles também se distraem muito facilmente por barulhos ou outras coisas ao seu redor.
• Impulsividade. As crianças com esse sintoma freqüentemente reagem rapidamente sem pensar nos resultados. Eles também são impacientes e tendem a interromper outras conversas e começam tarefas sem nenhum planejamento.
• Hiperatividade (movimento excessivo). As crianças hiperativas são excessivamente inquietas. Quase nunca se sentam, e quando sentam, elas usualmente mexem-se ou jogam as coisas.
Sintomas comumente relacionados são:
• Dificuldade em organizar tarefas e projetos
• Dificuldade em se acalmar à noite para dormir.
• Problemas sociais por ser agressiva, barulhenta, ou impaciente em grupos.
Como é diagnosticado?
O pediatra da criança irá questionar sobre os sintomas e irá observar o comportamento da criança, com relação ao TDHA. Para diagnosticar o TDAH, deve estar claro que os sintomas persistem e interferem de forma importante na vida diária da criança. Os pais e professores da criança podem colaborar através do preenchimento de questionários, para a identificação dos sintomas na criança. A criança poderá ser avaliada por um psicólogo ou outro profissional de saúde mental, para a realização de testes de atenção e autocontrole.
Não há testes físicos tais como exame de sangue ou tomografias de cérebro disponíveis, para ajudar no diagnóstico do TDAH.
Existem 3 formas de TDAH:
• DDAH combinada. A criança apresenta todos os sintomas principais: falta de atenção, impulsividade e hiperatividade.
• Predominantemente falta de atenção. A criança tem problemas com foco e atenção. Essa forma de DDAH freqüentemente não é diagnosticada, porque a criança é muito pouco hiperativa ou impulsiva.
• Predominantemente impulsiva-hiperativa. A falta de autocontrole é o principal problema.
Tratamento
O tratamento do TDAH envolve três principais modalidades:
• Aprendizado de novas habilidades. As crianças com TDAH aprendem a lidar com situações altamente estimulantes, que as distraem e superexcitam. Elas devem aprender a estudar em lugares silenciosos e fazer pausas freqüentes. Na sala de aula elas trabalham melhor em carteiras individuais, do que em mesas coletivas. Freqüentemente um fundo musical instrumental pode também ser útil. Crianças com DDAH necessitam de mais estrutura e rotina diária que a maioria das pessoas.
• Treinamento comportamental: Programas de comportamento simples com recompensas diárias, podem ser bons para ensinar a prestar atenção por mais tempo e a se manterem assentadas.
• Medicamentos: desde 1920, alguns medicamentos tais têm sido usados. Eles são estimulantes, e parece atuar sobre áreas de autocontrole do cérebro. Esses medicamentos não deprimem as crianças, mas aumentam a auto-regulação. Cerca de 70% das crianças com DDAH apresentam uma melhora com o uso desses medicamentos. Os efeitos colaterais mais comuns são a perda de apetite e problemas para dormir. A dosagem de cada criança será ajustada gradualmente, para reduzir os efeitos colaterais. Algumas vezes, os medicamentos são usados apenas nos dias em que a criança vai para a escola.
Até quando podem ocorrer os sintomas?
Os sintomas do TDAH quase sempre perduram da infância precoce até a puberdade. Entre a puberdade e a idade adulta jovem, cerca de metade das pessoas que sofrem de TDAH tem uma redução importante dos sintomas. A outra metade pode apresentar uma mudança leve ou nenhuma mudança nos sintomas na idade adulta. Ser mais paciente e conseguir permanecer sentado são as demonstrações de melhora mais comuns.
Apoio aos pais e professores
As pesquisas têm esclarecido que a inclusão dos pais, no tratamento das crianças com TDAH, é importante para se alcançar o sucesso esperado. Os professores e diretores das escolas também devem estar envolvidos.
Em adição a terapia comportamental da criança, a terapia familiar pode ajudar a criança com TDAH e seus pais e irmãos a lidarem com os conflitos emocionais que quase sempre surgem no processo de manejo dessa condição.
Neste artigo:
- Introdução
- Como ocorre o distúrbio de déficit de atenção / hiperatividade?
- Quais são os sintomas?
- Como é diagnosticado?
- Tratamento
- Apoio aos pais e professores
"O distúrbio do déficit de atenção / hiperatividade é o distúrbio de saúde mental mais comum nas crianças. Seus principais sintomas são a dificuldade em prender a atenção, a hiperatividade e a impulsividade. Seu tratamento pode envolver diversas modalidades, mas é sempre importante que os pais e professores também recebam apóio para lidar com suas crianças".
Introdução
O distúrbio de déficit de atenção / hiperatividade (DDAH) ou TDAH Transtorno de déficit de atenção / hiperatividade como é mais conhecido, é o problema de saúde mental mais comum em crianças. As crianças que apresentam DDAH freqüentemente têm problemas com prestar atenção, hiperatividade e comportamento impulsivo.
O TDAH é sete vezes mais comum em meninos do que em meninas. As meninas são mais propensas a ter problemas com atenção e menos propensas a ter hiperatividade.
Como ocorre o distúrbio de déficit de atenção/hiperatividade?
Em cerca de 70% dos casos, o TDAH é hereditário, principalmente entre os meninos. As pesquisas continuam a se esforçar para encontrar porque esse distúrbio ocorre em algumas crianças, sem história familiar. Alguns fatores que podem contribuem com o risco de TDAH incluem:
• Abuso de substâncias durante a gravidez
• Tabagismo durante a gravidez
• Algumas doenças durante a gravidez
• Um trabalho de parto longo e difícil
• Falta de oxigênio para o bebê durante o nascimento.
• O cordão umbilical ao redor do pescoço do bebê durante o nascimento.
As pessoas com TDAH têm pequenas diferenças na estrutura do cérebro. Essas diferenças se situam na parte frontal do cérebro (área envolvida com o controle-próprio) e em alguns pacientes no centro do cérebro.
Quais são os sintomas?
A hiperatividade, usualmente aparece aos 2 ou 3 anos de idade ou até a primeira série. Os principais sintomas são:
• Problemas de concentração e falta de atenção. As crianças e adolescentes com TDAH mudam de atividade muito rapidamente, freqüentemente não terminam o que começaram. Eles também se distraem muito facilmente por barulhos ou outras coisas ao seu redor.
• Impulsividade. As crianças com esse sintoma freqüentemente reagem rapidamente sem pensar nos resultados. Eles também são impacientes e tendem a interromper outras conversas e começam tarefas sem nenhum planejamento.
• Hiperatividade (movimento excessivo). As crianças hiperativas são excessivamente inquietas. Quase nunca se sentam, e quando sentam, elas usualmente mexem-se ou jogam as coisas.
Sintomas comumente relacionados são:
• Dificuldade em organizar tarefas e projetos
• Dificuldade em se acalmar à noite para dormir.
• Problemas sociais por ser agressiva, barulhenta, ou impaciente em grupos.
Como é diagnosticado?
O pediatra da criança irá questionar sobre os sintomas e irá observar o comportamento da criança, com relação ao TDHA. Para diagnosticar o TDAH, deve estar claro que os sintomas persistem e interferem de forma importante na vida diária da criança. Os pais e professores da criança podem colaborar através do preenchimento de questionários, para a identificação dos sintomas na criança. A criança poderá ser avaliada por um psicólogo ou outro profissional de saúde mental, para a realização de testes de atenção e autocontrole.
Não há testes físicos tais como exame de sangue ou tomografias de cérebro disponíveis, para ajudar no diagnóstico do TDAH.
Existem 3 formas de TDAH:
• DDAH combinada. A criança apresenta todos os sintomas principais: falta de atenção, impulsividade e hiperatividade.
• Predominantemente falta de atenção. A criança tem problemas com foco e atenção. Essa forma de DDAH freqüentemente não é diagnosticada, porque a criança é muito pouco hiperativa ou impulsiva.
• Predominantemente impulsiva-hiperativa. A falta de autocontrole é o principal problema.
Tratamento
O tratamento do TDAH envolve três principais modalidades:
• Aprendizado de novas habilidades. As crianças com TDAH aprendem a lidar com situações altamente estimulantes, que as distraem e superexcitam. Elas devem aprender a estudar em lugares silenciosos e fazer pausas freqüentes. Na sala de aula elas trabalham melhor em carteiras individuais, do que em mesas coletivas. Freqüentemente um fundo musical instrumental pode também ser útil. Crianças com DDAH necessitam de mais estrutura e rotina diária que a maioria das pessoas.
• Treinamento comportamental: Programas de comportamento simples com recompensas diárias, podem ser bons para ensinar a prestar atenção por mais tempo e a se manterem assentadas.
• Medicamentos: desde 1920, alguns medicamentos tais têm sido usados. Eles são estimulantes, e parece atuar sobre áreas de autocontrole do cérebro. Esses medicamentos não deprimem as crianças, mas aumentam a auto-regulação. Cerca de 70% das crianças com DDAH apresentam uma melhora com o uso desses medicamentos. Os efeitos colaterais mais comuns são a perda de apetite e problemas para dormir. A dosagem de cada criança será ajustada gradualmente, para reduzir os efeitos colaterais. Algumas vezes, os medicamentos são usados apenas nos dias em que a criança vai para a escola.
Até quando podem ocorrer os sintomas?
Os sintomas do TDAH quase sempre perduram da infância precoce até a puberdade. Entre a puberdade e a idade adulta jovem, cerca de metade das pessoas que sofrem de TDAH tem uma redução importante dos sintomas. A outra metade pode apresentar uma mudança leve ou nenhuma mudança nos sintomas na idade adulta. Ser mais paciente e conseguir permanecer sentado são as demonstrações de melhora mais comuns.
Apoio aos pais e professores
As pesquisas têm esclarecido que a inclusão dos pais, no tratamento das crianças com TDAH, é importante para se alcançar o sucesso esperado. Os professores e diretores das escolas também devem estar envolvidos.
Em adição a terapia comportamental da criança, a terapia familiar pode ajudar a criança com TDAH e seus pais e irmãos a lidarem com os conflitos emocionais que quase sempre surgem no processo de manejo dessa condição.
A Brincadeira como experiência de Cultura na Educação Infantil
A brincadeira como experiência
de cultura na educação infantil
Angela Meyer Borba*
A brincadeira sempre foi uma atividade significativa na vida dos homens
em diferentes épocas e lugares. Estudos históricos mostram que
muitos jogos e brincadeiras da Europa medieval permanecem, ainda
hoje, em muitas partes do mundo. A brincadeira é, portanto, uma atividade
que, ao mesmo tempo, identifica e diversifica os seres humanos
em diferentes tempos e espaços. É também uma forma de ação que
contribui para a construção da vida social coletiva. Como patrimônio
e prática cultural, a brincadeira cria laços de solidariedade e de comunhão
entre os sujeitos que dela participam.
Para as crianças, a brincadeira é uma forma privilegiada de interação
com outros sujeitos, adultos e crianças, e com os objetos e a natureza
à sua volta. Brincando, elas se apropriam criativamente de formas de
ação social tipicamente humanas e de práticas sociais específicas dos
grupos aos quais pertencem, aprendendo sobre si mesmas e sobre o
mundo em que vivem. Se entendermos que a infância é um período
em que o ser humano está se constituindo culturalmente, a brincadeira
assume importância fundamental como forma de participação social e
como atividade que possibilita a apropriação, a ressignificação e a reelaboração
da cultura pelas crianças.
A compreensão das crianças como sujeitos de cultura vem provocando
uma revisão dos currículos para a educação infantil. Assim,
dimensões culturais como a brincadeira e as diferentes formas de expressão
artísticas deixam de ser atividades secundárias, ganhando
relevo e adquirindo a mesma importância que as atividades voltadas
para conhecimentos mais específicos, como é o caso da leitura e
da escrita. Ou seja, o currículo da educação infantil deverá integrar a
brincadeira, a música, a dança, as artes plásticas e a literatura, entre
outras produções culturais, ao trabalho com os conhecimentos dos
vários ramos das ciências.
Os espaços de educação infantil precisam garantir às crianças tanto
suas necessidades básicas físicas e emocionais quanto as de participação
social, de trocas e interações, de constituição de identidades e subjetividades,
de ampliação progressiva de experiências e conhecimentos
sobre o mundo, sobre si mesmas e sobre as relações entre as pessoas.
Essas diferentes dimensões se articulam por meio de um trabalho focado
nas relações sociais entre adultos e crianças, e destas entre si mesmas.
* Doutora em educação pela Universidade Federal Fluminense (UFF), onde é professora e membro do grupo gestor da Creche UFF.
revista criança
de cultura na educação infantil
Angela Meyer Borba*
A brincadeira sempre foi uma atividade significativa na vida dos homens
em diferentes épocas e lugares. Estudos históricos mostram que
muitos jogos e brincadeiras da Europa medieval permanecem, ainda
hoje, em muitas partes do mundo. A brincadeira é, portanto, uma atividade
que, ao mesmo tempo, identifica e diversifica os seres humanos
em diferentes tempos e espaços. É também uma forma de ação que
contribui para a construção da vida social coletiva. Como patrimônio
e prática cultural, a brincadeira cria laços de solidariedade e de comunhão
entre os sujeitos que dela participam.
Para as crianças, a brincadeira é uma forma privilegiada de interação
com outros sujeitos, adultos e crianças, e com os objetos e a natureza
à sua volta. Brincando, elas se apropriam criativamente de formas de
ação social tipicamente humanas e de práticas sociais específicas dos
grupos aos quais pertencem, aprendendo sobre si mesmas e sobre o
mundo em que vivem. Se entendermos que a infância é um período
em que o ser humano está se constituindo culturalmente, a brincadeira
assume importância fundamental como forma de participação social e
como atividade que possibilita a apropriação, a ressignificação e a reelaboração
da cultura pelas crianças.
A compreensão das crianças como sujeitos de cultura vem provocando
uma revisão dos currículos para a educação infantil. Assim,
dimensões culturais como a brincadeira e as diferentes formas de expressão
artísticas deixam de ser atividades secundárias, ganhando
relevo e adquirindo a mesma importância que as atividades voltadas
para conhecimentos mais específicos, como é o caso da leitura e
da escrita. Ou seja, o currículo da educação infantil deverá integrar a
brincadeira, a música, a dança, as artes plásticas e a literatura, entre
outras produções culturais, ao trabalho com os conhecimentos dos
vários ramos das ciências.
Os espaços de educação infantil precisam garantir às crianças tanto
suas necessidades básicas físicas e emocionais quanto as de participação
social, de trocas e interações, de constituição de identidades e subjetividades,
de ampliação progressiva de experiências e conhecimentos
sobre o mundo, sobre si mesmas e sobre as relações entre as pessoas.
Essas diferentes dimensões se articulam por meio de um trabalho focado
nas relações sociais entre adultos e crianças, e destas entre si mesmas.
* Doutora em educação pela Universidade Federal Fluminense (UFF), onde é professora e membro do grupo gestor da Creche UFF.
revista criança
terça-feira, 23 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
Educação Infantil e Inclusão
EDUCAÇÃO INFANTIL E INCLUSÃO
1- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
É EVIDENTE QUE AS ORIENTAÇÕES QUE SE APRESENTAM SOBRE O PARADIGMA DA INCLUSÃO DEVEM SER BASEADAS NA EVOLUÇÃO DE CONCEITOS ANTERIORES E NOS PROGRESSOS CIENTÍFICOS E TECNOLÓGICOS, PERTINENTES À EDUCAÇÃO GERAL.
NESSE CONTEXTO, PRIORIZA-SE A VALORIZAÇÃO DA DIMENSÃO HUMANA, DA CRIANÇA CIDADÃ COM SEUS DIREITOS FUNDAMENTAIS E DEVERES GARANTIDOS, DESDE SEUS PRIMEIROS ANOS DE VIDA.
ALÉM DO FLUXO DE IDÉIAS PRECURSORAS, SURGE EM 1990 O MOVIMENTO EM PROL DA SOCIEDADE INCLUSIVA INICIADO PELAS NAÇÕES UNIDAS, MEDIANTE RESOLUÇÃO DESTE ORGANISMO EM DEFESA DE UMA SOCIEDADE PARA TODOS, CONFIGURANDO ASSIM A NORMATIVA UNIVERSAL QUE FUNDAMENTA A IMPLANTAÇÃO DA INCLUSÃO. ESSA ABRANGÊNCIA FOI DEFINIDA NO ÂMBITO EDUCACIONAL, EM 1994 POR MEIO DO CONHECIDO ENCONTRO DE SALAMANCA (ESPANHA), RESULTANDO O DOCUMENTO ?DECLARAÇÃO DE SALAMANCA?, ASSINADO POR DIVERSOS PAÍSES. TAL DOCUMENTO, QUE MARCOU ÉPOCA, DETERMINA A TRANSFORMAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES EDUCACIONAIS EM ?ESCOLAS PARA TODOS?, QUE TEM COMO PRINCÍPIO ORIENTADOR A INCLUSÃO DE TODO ALUNO EM SEU CONTEXTO EDUCACIONAL E COMUNITÁRIO.
O PARADIGMA ANTERIOR PROPUNHA UMA VISÃO ASSISTENCIALISTA, DE EDUCAÇÃO COMPENSATÓRIA E PREPARATÓRIA. ROMPENDO ENTÃO COM ESSE PENSAMENTO, SURGE A VISÃO INTEGRAL DO DESENVOLVIMENTO, NA QUAL O ALUNO É CONSIDERADO COMO PESSOA AUTÔNOMA, INSERIDA NUM DETERMINADO CONTEXTO SÓCIO, HISTÓRICO E CULTURAL.
CONTEMPLA ESTA DECLARAÇÃO A NECESSIDADE DE IMPLEMENTAÇÃO DE UMA PEDAGOGIA VOLTADA PARA A DIVERSIDADE E NECESSIDADE ESPECIFICAS DO ALUNO EM DIFERENTES CONTEXTOS, COM A ADOÇÃO DE ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS DIFERENCIADAS QUE POSSAM BENEFICIAR A TODOS OS ALUNOS.
NO QUE DIZ RESPEITO AO PERÍODO DA INFÂNCIA, CONSIDERA A INCLUSÃO ESCOLAR COMO ALTERNATIVA NECESSÁRIA, A SER IMPLEMENTADA DESDE OS PRIMEIROS ANOS DE VIDA. PARA A EFETIVAÇÃO DESSE MODELO, REQUER A POSITIVA PARTICIPAÇÃO DA INSTITUIÇÃO, FAMÍLIA E TAMBÉM DA PRÓPRIA CRIANÇA, EM UM ESFORÇO CONJUNTO DE APRENDIZAGEM COMPARTILHADA.
NESSA NOVA PERSPECTIVA, A EDUCAÇÃO ASSUME AS FUNÇÕES: SOCIAL, CULTURAL E POLÍTICA, GARANTINDO DESSA FORMA, ALÉM DAS NECESSIDADES BÁSICAS (AFETIVAS, FÍSICAS E COGNITIVAS) ESSENCIAIS AO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM, A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO DE FORMA SIGNIFICATIVA, POR MEIO DAS INTERAÇÕES QUE ESTABELECE COM O MEIO. ESSA ESCOLA PROMOVE A OPORTUNIDADE DE CONVÍVIO COM A DIVERSIDADE E SINGULARIDADE, A PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS E PAIS NA COMUNIDADE DE FORMA ABERTA, FLEXÍVEL E ACOLHEDORA.
OS DOIS CONCEITOS QUE PERMEIAM O COTIDIANO ESCOLAR REFEREM-SE ? INTEGRAÇÃO E ? INCLUSÃO: O PRIMEIRO COMPREENDE O SENTIDO DE INCORPORAÇÃO GRADATIVA EM ESCOLAS REGULARES, PODENDO O ALUNO PERMANECER PARTE DO TEMPO EM ESCOLAS OU CLASSES ESPECIAIS E SALA DE RECURSOS. O SEGUNDO, DA INCLUSÃO, É DEFINIDO POR UM SISTEMA EDUCACIONAL MODIFICADO, ORGANIZADO E ESTRUTURADO PARA ATENDER AS NECESSIDADES ESPECÍFICAS, INTERESSES E HABILIDADES DE CADA ALUNO. ESSA ÚLTIMA ABORDAGEM REQUER UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA DINÂMICA, COM CURRÍCULO QUE CONTEMPLE A CRIANÇA EM DESENVOLVIMENTO, OS ASPECTOS DE AÇÃO MEDIADORA NAS INTER-RELAÇÕES ENTRE A CRIANÇA, PROFESSORES E SEUS FAMILIARES, ATENDENDO ?S SUAS ESPECIFICIDADES NO CONTEXTO DE CONVIVÊNCIA.
II- FUNDAMENTAÇÃO LEGAL
AS ORIENTAÇÕES APRESENTADAS (...) ENCONTRAM APOIO LEGAL NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL/1988, ESPECIALMENTE NO INCISO IV DO ARTIGO 208, NO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, DE 1990, NO SEU ARTIGO 208, INCISO IV E, PRINCIPALMENTE, NA LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL (LDB), PROMULGADA PELA LEI 9.394, DE 20/12/96. DESTA ÚLTIMA EXTRAEM-SE AS SEGUINTES DETERMINAÇÕES (...):
? EDUCAÇÃO DE ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS, PREFERENCIALMENTE NA REDE REGULAR DE ENSINO (ART. 58);
? OFERTA DOS SERVIÇOS DE EDUCAÇÃO ESPECIAL, NA FAIXA ETÁRIA DO NASCIMENTO AOS 6 ANOS DE IDADE, INTEGRADOS AO DESENVOLVIMENTO DO CURRÍCULO DE EDUCAÇÃO INFANTIL (ART.58 ? 3?);
? FINALIDADE PRESC?PUA DA EDUCAÇÃO INFANTIL QUE VISA AO DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DA CRIANÇA NOS SEUS SEIS PRIMEIROS ANOS DE VIDA, COM A EFETIVA COLABORAÇÃO DA FAMÍLIA E DA COMUNIDADE (ART.29);
? DEFINIÇÃO DA FORMAÇÃO MÍNIMA DE PROFESSORES PARA O EXERCÍCIO DA EDUCAÇÃO INFANTIL, EM NÍVEL MÉDIO, MODALIDADE NORMAL (ART. 62), EM CUJO CURRÍCULO DEVE-SE INCLUIR A EDUCAÇÃO DE ALUNOS ESPECIAIS.
DO PONTO DE VISTA DA POLÍTICA EDUCACIONAL, OS PRESENTES DELINEAMENTOS TÊM SEU FUNDAMENTO NO PLANO DECENAL DE EDUCAÇÃO PARA TODOS, LEI 10.172, DE 09/01/2001. NAS DIRETRIZES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO ESPECIAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA PUBLICADA EM 11/09/2001, E NAS ESTRATÉGIAS E CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS CONTIDOS NO REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL (RECNEI -1998).
III ? PRINCÍPIOS
EM CONSONÂNCIA COM A FUNDAMENTAÇÃO LEGAL E AS DIRETRIZES GERAIS DA EDUCAÇÃO, O ATENDIMENTO EDUCACIONAL A ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS, PARTICULARMENTE NO QUE SE REFERE AO PERÍODO COMPREENDIDO DO NASCIMENTO AOS SEIS ANOS, DEVE GUIAR-SE PELOS SEGUINTES PRINCÍPIOS:
? GARANTIR O ACESSO ? EDUCAÇÃO INFANTIL EM CRECHES E PRÊ-ESCOLAS, RESPEITANDO O DIREITO AO ATENDIMENTO ESPECIALIZADO. (ART.58 E 60 LDB)
? A EDUCAÇÃO ESPECIAL ? MODALIDADE DO SISTEMA EDUCACIONAL QUE DEVE SER OFERECIDA E AMPLIADA NA REDE REGULAR DE ENSINO PARA EDUCANDOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS.
? A EDUCAÇÃO ESPECIAL ARTICULA-SE COM A EDUCAÇÃO INFANTIL NO SEU OBJETIVO DE GARANTIR OPORTUNIDADES SÓCIO-EDUCACIONAIS ? CRIANÇA, PROMOVENDO O SEU DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM, AMPLIANDO DESSA FORMA SUAS EXPERIÊNCIAS, CONHECIMENTO E PARTICIPAÇÃO SOCIAL.
? GARANTIR A AVALIAÇÃO COMO UM CONJUNTO DE AÇÕES QUE AUXILIAM O PROFESSOR A REFLETIR SOBRE OS PROCESSOS DE DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM, PODENDO MODIFICAR A SUA PRÁTICA CONFORME NECESSIDADES APRESENTADAS PELAS CRIANÇAS. MODELOS QUALITATIVOS E CONTÍNUOS POSSIBILITAM ORGANIZAR E INTERPRETAR AS INFORMAÇÕES, OBTIDAS POR INTERMÉDIO DOS REGISTROS INFORMAIS DO PROCESSO DE ENSINO, EVIDENCIANDO AS POTENCIALIDADES E AS HABILIDADES DO ALUNO E CONSIDERANDO AS SUAS NECESSIDADES ESPECÍFICAS E SEUS PROGRESSOS FRENTE ?S SITUAÇÕES EDUCACIONAIS.
? INCLUIR CONTEÚDOS BÁSICOS REFERENTES AOS ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS NOS CURSOS DE FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA DE PROFESSORES , ENTRE OUTROS PROMOVIDOS PELAS INSTITUIÇÕES FORMADORAS.
? PROPORCIONAR A FORMAÇÃO DE EQUIPE DE PROFISSIONAIS DAS ÁREAS DE EDUCAÇÃO, SAÚDE E ASSISTÊNCIA SOCIAL PARA ATUAREM DE FORMA TRANSDISCIPLINAR NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO E PARA COLABORAR NA ELABORAÇÃO DE PROJETOS, PROGRAMAS E PLANEJAMENTOS EDUCACIONAIS.
? PROMOVER A CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES COM ÊNFASE: NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM, SEGUNDO OS PRINCÍPIOS DA INCLUSÃO; NAS RELAÇÕES CONSTRUTIVAS PROFESSOR-ALUNO-FAMÁLIA; NA COMPREENSÃO DA EXISTÊNCIA DE DIFERENTES NÍVEIS, RITMOS E FORMAS DE APRENDIZAGEM; E NA BUSCA DE NOVAS SITUAÇÕES, PROCEDIMENTOS DE ENSINO E ESTRATÉGIAS QUE PROMOVAM O AVANÇO ESCOLAR.
? GARANTIR O DIREITO DA FAMÍLIA DE TER ACESSO ? INFORMAÇÃO, AO APOIO E ? ORIENTAÇÃO SOBRE SEU FILHO, PARTICIPANDO DO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM E DA TOMADA DE DECISÕES QUANTO AOS PROGRAMAS E PLANEJAMENTOS EDUCACIONAIS.
? INCENTIVAR A PARTICIPAÇÃO DOS PAIS E PROFISSIONAIS COMPROMETIDOS COM A INCLUSÃO NOS CONSELHOS ESCOLARES E COMUNITÁRIOS.
(REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL ? ESTRATÉGIAS E ORIENTAÇÕES PARA A EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS)
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http://www.iaesmevr.org
1- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
É EVIDENTE QUE AS ORIENTAÇÕES QUE SE APRESENTAM SOBRE O PARADIGMA DA INCLUSÃO DEVEM SER BASEADAS NA EVOLUÇÃO DE CONCEITOS ANTERIORES E NOS PROGRESSOS CIENTÍFICOS E TECNOLÓGICOS, PERTINENTES À EDUCAÇÃO GERAL.
NESSE CONTEXTO, PRIORIZA-SE A VALORIZAÇÃO DA DIMENSÃO HUMANA, DA CRIANÇA CIDADÃ COM SEUS DIREITOS FUNDAMENTAIS E DEVERES GARANTIDOS, DESDE SEUS PRIMEIROS ANOS DE VIDA.
ALÉM DO FLUXO DE IDÉIAS PRECURSORAS, SURGE EM 1990 O MOVIMENTO EM PROL DA SOCIEDADE INCLUSIVA INICIADO PELAS NAÇÕES UNIDAS, MEDIANTE RESOLUÇÃO DESTE ORGANISMO EM DEFESA DE UMA SOCIEDADE PARA TODOS, CONFIGURANDO ASSIM A NORMATIVA UNIVERSAL QUE FUNDAMENTA A IMPLANTAÇÃO DA INCLUSÃO. ESSA ABRANGÊNCIA FOI DEFINIDA NO ÂMBITO EDUCACIONAL, EM 1994 POR MEIO DO CONHECIDO ENCONTRO DE SALAMANCA (ESPANHA), RESULTANDO O DOCUMENTO ?DECLARAÇÃO DE SALAMANCA?, ASSINADO POR DIVERSOS PAÍSES. TAL DOCUMENTO, QUE MARCOU ÉPOCA, DETERMINA A TRANSFORMAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES EDUCACIONAIS EM ?ESCOLAS PARA TODOS?, QUE TEM COMO PRINCÍPIO ORIENTADOR A INCLUSÃO DE TODO ALUNO EM SEU CONTEXTO EDUCACIONAL E COMUNITÁRIO.
O PARADIGMA ANTERIOR PROPUNHA UMA VISÃO ASSISTENCIALISTA, DE EDUCAÇÃO COMPENSATÓRIA E PREPARATÓRIA. ROMPENDO ENTÃO COM ESSE PENSAMENTO, SURGE A VISÃO INTEGRAL DO DESENVOLVIMENTO, NA QUAL O ALUNO É CONSIDERADO COMO PESSOA AUTÔNOMA, INSERIDA NUM DETERMINADO CONTEXTO SÓCIO, HISTÓRICO E CULTURAL.
CONTEMPLA ESTA DECLARAÇÃO A NECESSIDADE DE IMPLEMENTAÇÃO DE UMA PEDAGOGIA VOLTADA PARA A DIVERSIDADE E NECESSIDADE ESPECIFICAS DO ALUNO EM DIFERENTES CONTEXTOS, COM A ADOÇÃO DE ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS DIFERENCIADAS QUE POSSAM BENEFICIAR A TODOS OS ALUNOS.
NO QUE DIZ RESPEITO AO PERÍODO DA INFÂNCIA, CONSIDERA A INCLUSÃO ESCOLAR COMO ALTERNATIVA NECESSÁRIA, A SER IMPLEMENTADA DESDE OS PRIMEIROS ANOS DE VIDA. PARA A EFETIVAÇÃO DESSE MODELO, REQUER A POSITIVA PARTICIPAÇÃO DA INSTITUIÇÃO, FAMÍLIA E TAMBÉM DA PRÓPRIA CRIANÇA, EM UM ESFORÇO CONJUNTO DE APRENDIZAGEM COMPARTILHADA.
NESSA NOVA PERSPECTIVA, A EDUCAÇÃO ASSUME AS FUNÇÕES: SOCIAL, CULTURAL E POLÍTICA, GARANTINDO DESSA FORMA, ALÉM DAS NECESSIDADES BÁSICAS (AFETIVAS, FÍSICAS E COGNITIVAS) ESSENCIAIS AO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM, A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO DE FORMA SIGNIFICATIVA, POR MEIO DAS INTERAÇÕES QUE ESTABELECE COM O MEIO. ESSA ESCOLA PROMOVE A OPORTUNIDADE DE CONVÍVIO COM A DIVERSIDADE E SINGULARIDADE, A PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS E PAIS NA COMUNIDADE DE FORMA ABERTA, FLEXÍVEL E ACOLHEDORA.
OS DOIS CONCEITOS QUE PERMEIAM O COTIDIANO ESCOLAR REFEREM-SE ? INTEGRAÇÃO E ? INCLUSÃO: O PRIMEIRO COMPREENDE O SENTIDO DE INCORPORAÇÃO GRADATIVA EM ESCOLAS REGULARES, PODENDO O ALUNO PERMANECER PARTE DO TEMPO EM ESCOLAS OU CLASSES ESPECIAIS E SALA DE RECURSOS. O SEGUNDO, DA INCLUSÃO, É DEFINIDO POR UM SISTEMA EDUCACIONAL MODIFICADO, ORGANIZADO E ESTRUTURADO PARA ATENDER AS NECESSIDADES ESPECÍFICAS, INTERESSES E HABILIDADES DE CADA ALUNO. ESSA ÚLTIMA ABORDAGEM REQUER UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA DINÂMICA, COM CURRÍCULO QUE CONTEMPLE A CRIANÇA EM DESENVOLVIMENTO, OS ASPECTOS DE AÇÃO MEDIADORA NAS INTER-RELAÇÕES ENTRE A CRIANÇA, PROFESSORES E SEUS FAMILIARES, ATENDENDO ?S SUAS ESPECIFICIDADES NO CONTEXTO DE CONVIVÊNCIA.
II- FUNDAMENTAÇÃO LEGAL
AS ORIENTAÇÕES APRESENTADAS (...) ENCONTRAM APOIO LEGAL NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL/1988, ESPECIALMENTE NO INCISO IV DO ARTIGO 208, NO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, DE 1990, NO SEU ARTIGO 208, INCISO IV E, PRINCIPALMENTE, NA LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL (LDB), PROMULGADA PELA LEI 9.394, DE 20/12/96. DESTA ÚLTIMA EXTRAEM-SE AS SEGUINTES DETERMINAÇÕES (...):
? EDUCAÇÃO DE ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS, PREFERENCIALMENTE NA REDE REGULAR DE ENSINO (ART. 58);
? OFERTA DOS SERVIÇOS DE EDUCAÇÃO ESPECIAL, NA FAIXA ETÁRIA DO NASCIMENTO AOS 6 ANOS DE IDADE, INTEGRADOS AO DESENVOLVIMENTO DO CURRÍCULO DE EDUCAÇÃO INFANTIL (ART.58 ? 3?);
? FINALIDADE PRESC?PUA DA EDUCAÇÃO INFANTIL QUE VISA AO DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DA CRIANÇA NOS SEUS SEIS PRIMEIROS ANOS DE VIDA, COM A EFETIVA COLABORAÇÃO DA FAMÍLIA E DA COMUNIDADE (ART.29);
? DEFINIÇÃO DA FORMAÇÃO MÍNIMA DE PROFESSORES PARA O EXERCÍCIO DA EDUCAÇÃO INFANTIL, EM NÍVEL MÉDIO, MODALIDADE NORMAL (ART. 62), EM CUJO CURRÍCULO DEVE-SE INCLUIR A EDUCAÇÃO DE ALUNOS ESPECIAIS.
DO PONTO DE VISTA DA POLÍTICA EDUCACIONAL, OS PRESENTES DELINEAMENTOS TÊM SEU FUNDAMENTO NO PLANO DECENAL DE EDUCAÇÃO PARA TODOS, LEI 10.172, DE 09/01/2001. NAS DIRETRIZES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO ESPECIAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA PUBLICADA EM 11/09/2001, E NAS ESTRATÉGIAS E CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS CONTIDOS NO REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL (RECNEI -1998).
III ? PRINCÍPIOS
EM CONSONÂNCIA COM A FUNDAMENTAÇÃO LEGAL E AS DIRETRIZES GERAIS DA EDUCAÇÃO, O ATENDIMENTO EDUCACIONAL A ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS, PARTICULARMENTE NO QUE SE REFERE AO PERÍODO COMPREENDIDO DO NASCIMENTO AOS SEIS ANOS, DEVE GUIAR-SE PELOS SEGUINTES PRINCÍPIOS:
? GARANTIR O ACESSO ? EDUCAÇÃO INFANTIL EM CRECHES E PRÊ-ESCOLAS, RESPEITANDO O DIREITO AO ATENDIMENTO ESPECIALIZADO. (ART.58 E 60 LDB)
? A EDUCAÇÃO ESPECIAL ? MODALIDADE DO SISTEMA EDUCACIONAL QUE DEVE SER OFERECIDA E AMPLIADA NA REDE REGULAR DE ENSINO PARA EDUCANDOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS.
? A EDUCAÇÃO ESPECIAL ARTICULA-SE COM A EDUCAÇÃO INFANTIL NO SEU OBJETIVO DE GARANTIR OPORTUNIDADES SÓCIO-EDUCACIONAIS ? CRIANÇA, PROMOVENDO O SEU DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM, AMPLIANDO DESSA FORMA SUAS EXPERIÊNCIAS, CONHECIMENTO E PARTICIPAÇÃO SOCIAL.
? GARANTIR A AVALIAÇÃO COMO UM CONJUNTO DE AÇÕES QUE AUXILIAM O PROFESSOR A REFLETIR SOBRE OS PROCESSOS DE DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM, PODENDO MODIFICAR A SUA PRÁTICA CONFORME NECESSIDADES APRESENTADAS PELAS CRIANÇAS. MODELOS QUALITATIVOS E CONTÍNUOS POSSIBILITAM ORGANIZAR E INTERPRETAR AS INFORMAÇÕES, OBTIDAS POR INTERMÉDIO DOS REGISTROS INFORMAIS DO PROCESSO DE ENSINO, EVIDENCIANDO AS POTENCIALIDADES E AS HABILIDADES DO ALUNO E CONSIDERANDO AS SUAS NECESSIDADES ESPECÍFICAS E SEUS PROGRESSOS FRENTE ?S SITUAÇÕES EDUCACIONAIS.
? INCLUIR CONTEÚDOS BÁSICOS REFERENTES AOS ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS NOS CURSOS DE FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA DE PROFESSORES , ENTRE OUTROS PROMOVIDOS PELAS INSTITUIÇÕES FORMADORAS.
? PROPORCIONAR A FORMAÇÃO DE EQUIPE DE PROFISSIONAIS DAS ÁREAS DE EDUCAÇÃO, SAÚDE E ASSISTÊNCIA SOCIAL PARA ATUAREM DE FORMA TRANSDISCIPLINAR NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO E PARA COLABORAR NA ELABORAÇÃO DE PROJETOS, PROGRAMAS E PLANEJAMENTOS EDUCACIONAIS.
? PROMOVER A CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES COM ÊNFASE: NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM, SEGUNDO OS PRINCÍPIOS DA INCLUSÃO; NAS RELAÇÕES CONSTRUTIVAS PROFESSOR-ALUNO-FAMÁLIA; NA COMPREENSÃO DA EXISTÊNCIA DE DIFERENTES NÍVEIS, RITMOS E FORMAS DE APRENDIZAGEM; E NA BUSCA DE NOVAS SITUAÇÕES, PROCEDIMENTOS DE ENSINO E ESTRATÉGIAS QUE PROMOVAM O AVANÇO ESCOLAR.
? GARANTIR O DIREITO DA FAMÍLIA DE TER ACESSO ? INFORMAÇÃO, AO APOIO E ? ORIENTAÇÃO SOBRE SEU FILHO, PARTICIPANDO DO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM E DA TOMADA DE DECISÕES QUANTO AOS PROGRAMAS E PLANEJAMENTOS EDUCACIONAIS.
? INCENTIVAR A PARTICIPAÇÃO DOS PAIS E PROFISSIONAIS COMPROMETIDOS COM A INCLUSÃO NOS CONSELHOS ESCOLARES E COMUNITÁRIOS.
(REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL ? ESTRATÉGIAS E ORIENTAÇÕES PARA A EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS)
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